Você, que trabalha na área de RH, sabe da importância de ter um quadro de talentos capacitados. Os gestores também têm a mesma opinião, mas, muitas vezes, o investimento em treinamento é barrado. Por quê?
As razões para isso são várias, mas em boa parte dos casos, a alta diretoria não consegue quantificar o retorno financeiro obtido nesse investimento. É para ajudar a trazer essa visão que existe a métrica ROL, Return on Learning.
Mas o que significa ROL? Como ele funciona e como é calculado. A seguir, explicamos tudo para você.
O que é ROL (return on learning)?
ROL, ou Return on Learning, é um indicador que, em uma tradução literal para o português, significa Retorno sobre Aprendizado. Por meio dessa métrica é possível mensurar o impacto que o investimento em aprendizado e conhecimento teve nos colaboradores.
Para isso, o ROL não trata apenas do retorno financeiro. Ele vai além e mede igualmente os resultados quantitativos e qualitativos.
Destacamos que o Return on Learning tem também um outro objetivo: o de mensurar o conhecimento obtido sobre os clientes, o mercado e os concorrentes. Esse “conhecimento” é chamado geralmente de “insights”.
Assim, o ROL não se limita a avaliar apenas o desenvolvimento interno dos colaboradores, mas também permite que a empresa compreenda melhor seu posicionamento estratégico.
Por que o ROL é importante para as empresas?
Considerando que o Return on Learning mensura o retorno que os colaboradores obtiveram em capacitação e treinamento, a métrica ajuda a justificar a importância do investimento contínuo em aprendizado.
Assim, a empresa desenvolve uma cultura que incentiva e valoriza o conhecimento. Ou seja, podemos dizer que o Return on Learning parte do princípio que aprender tem que gerar valor.
Agora, levando em consideração que o ROL também serve para mensurar os insights sobre a movimentação da concorrência, o comportamento dos colaboradores e toda a dinâmica do mercado, ele é uma ferramenta essencial para tomadas de decisão, como:
- O que está dando certo e o que precisa mudar?
- Quais tendências de mercado podemos antecipar para estarmos à frente dos concorrentes?
- Quais oportunidades existem para expandirmos?
- O que os principais players estão fazendo que precisamos fazer também (e melhorar)?
- Como o cenário macro tem mudado e qual deve ser nosso comportamento diante disso?
E por falar em tomadas de decisão, voltando agora a falar dos treinamentos, como saber em qual investir? A análise do ROL ajuda a obter essa resposta. Em outras palavras, a métrica serve para direcionar o investimento em pessoas do jeito certo.
Nesse sentido, uma de suas vantagens mais importantes é que ela ajuda a alinhar os treinamentos com o objetivo estratégico da organização. Portanto, garante que cada investimento em capacitação traga resultados concretos para o negócio.
Isso porque, em vez de apostar em treinamentos genéricos, o ROL permite identificar e priorizar quais iniciativas realmente contribuem para o desenvolvimento das competências essenciais de cada colaborador e das equipes de um modo geral.
Além de isso ajudar no alcance das metas corporativas, como você sabe, investir nos seus colaboradores é uma das maneiras mais certeiras de aumentar a satisfação, melhorar o engajamento e dar um “up” na produtividade.
Como calcular o ROL?
Calcular o retorno obtido no aprendizado não é uma maneira fácil. Um dos principais motivos é que a aprendizagem é um processo.
Imagine que você esteja aprendendo um idioma. Você vai concordar que não é da noite para o dia que conseguirá se comunicar com fluência. Isso acontece porque é necessário muito estudo, prática e uma boa dose de consistência.
Claro que o aprendizado de um idioma é algo mais demorado e complexo do que, digamos, um treinamento para gestão do tempo. No entanto, o princípio é o mesmo: todo aprendizado é um processo.
Bom, mas isso não significa que não existe uma maneira de calcular o ROL. Na verdade, seu cálculo está atrelado à análise de indicadores.
Por exemplo, um treinamento sobre gestão do tempo pode ter seu impacto medido por meio de indicadores como aumento na produtividade, redução de retrabalho e melhor cumprimento de prazos.
Já um curso voltado para o aprimoramento de vendas pode ser avaliado pelo crescimento na taxa de conversão, no ticket médio ou na retenção de clientes.
Por isso, para calcular o ROL é fundamental definir os resultados esperados com o aprendizado. Pode ser redução de erros, mais acesso ao site, menos reclamações de clientes, redução de erros, ou qualquer outro indicador relevante para o negócio.
Além dos indicadores, dependendo do tipo de capacitação, o feedback qualitativo e as pesquisas de clima organizacional podem ajudar. Imagine, por exemplo, um treinamento voltado para soft skills visando melhorar o engajamento.
Nesse caso, o ROL é percebido de uma forma muito mais subjetiva. E é aí que o feedback e as pesquisas internas podem ajudar.
Quais fatores influenciam o ROL?
Para que o retorno sobre aprendizado seja bom, existem alguns fatores que precisam ser considerados. São eles:
- Qualidade do treinamento oferecido: não basta oferecer qualquer treinamento. Um conteúdo bem estruturado, atualizado e ministrado por instrutores qualificados faz toda a diferença no engajamento e na retenção do conhecimento. Além disso, lembre-se de que a metodologia deve se adequar ao público-alvo.
- Relevância do conteúdo para os objetivos organizacionais: o conteúdo precisa estar alinhado à estratégia da empresa. Cursos que não tenham aplicabilidade no dia a dia ou que não contribuam para o crescimento do negócio não trarão um bom retorno.
- Nível de engajamento e aplicação prática pelos colaboradores: o indicado é que o treinamento combine teoria com prática para que os funcionários entendam como aplicar o conhecimento obtido. Quanto ao engajamento, é fundamental que o treinamento seja dinâmico, interativo e adaptado ao perfil dos participantes
- Suporte da liderança para incentivar a prática do aprendizado: empresas com uma liderança engajada no aprendizado de seus colaboradores costumam ter um ROL elevado. Por isso, incentive os seus líderes a identificarem necessidades de treinamento e a incentivarem os seus liderados a participarem.
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Como a Feedz pode ajudar na gestão do return on learning
A Feedz é uma plataforma todinha voltada para a gestão de pessoas. Um de seus objetivos é tornar o ambiente de trabalho das empresas melhor e mais saudável. E que maneira de fazer isso, se não focando na felicidade dos colaboradores?
O termo “felicidade” pode englobar muita coisa, mas pensando em treinamentos, talentos felizes são talentos reconhecidos. E o reconhecimento vem, entre outros fatores, do investimento no desenvolvimento profissional.
Mas como garantir que os treinamentos oferecidos realmente fazem a diferença? É aí que a Feedz entra em cena, fornecendo ferramentas para medir e otimizar o retorno sobre aprendizado (ROL). São elas:
- Feedback contínuo: permite que os gestores identifiquem rapidamente quais capacitações estão trazendo resultados e quais precisam de ajustes para garantir um aprendizado mais eficaz. Também ajuda líderes e liderados a elaborar um plano de treinamento de acordo com as necessidades de cada colaborador.
- Pesquisas de engajamento: para mapear o envolvimento dos funcionários e identificar possíveis gaps de aprendizado. Se a equipe não está aplicando o conhecimento adquirido, esses insights permitem que a organização tome medidas corretivas, ajustando conteúdos, metodologias ou até mesmo a forma como incentiva a aplicação prática do aprendizado.
- Relatórios analíticos: com métricas detalhadas sobre desempenho, engajamento e impacto das capacitações, os gestores conseguem mensurar de forma objetiva o retorno dos treinamentos e tomar decisões mais assertivas sobre futuros investimentos em desenvolvimento de pessoas.
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