Você sabia que a falta de competências socioemocionais é um dos principais motivos de demissão?
Segundo um estudo da Michael Page, 9 a cada 10 profissionais são contratados pelas habilidades técnicas, mas acabam sendo demitidos por questões comportamentais. Impressionante, né?
Neste texto, vamos explorar a importância dessas habilidades, com exemplos e dicas práticas para desenvolvê-las. Acompanhe!
O que são competências socioemocionais?
As competências socioemocionais são habilidades que moldam a forma como uma pessoa gerencia suas emoções, se comunica e se relaciona com os demais.
Desenvolvidas desde a infância, essas competências se manifestam em nosso modo de pensar, sentir e agir, em todas as esferas da vida.
No contexto profissional, são principalmente elas que ajudam o indivíduo a navegar pelas relações no trabalho e a lidar com as complexidades do dia a dia.
Por que as competências socioemocionais são importantes?
O mercado de trabalho é dinâmico e repleto de desafios, como pressão por resultados, mudanças constantes e a necessidade de colaboração entre diferentes perfis.
Para se destacar em meio a tantas nuances, não basta apenas ser um profissional altamente capacitado tecnicamente.
Em boa parte das situações, será igualmente importante saber gerenciar o estresse, criar laços com os colegas de equipe, lidar com conflitos, ter curiosidade para aprender e conseguir se adaptar.
Todas essas capacidades fazem parte das competências socioemocionais e podem ser o diferencial que definirá o sucesso da sua carreira.
Pense nelas como as engrenagens de um relógio: enquanto o conhecimento técnico é o mecanismo visível, as competências socioemocionais são as peças internas que garantem o funcionamento harmônico.
Sem elas, você pode até ter um bom desempenho técnico, mas terá dificuldade em, por exemplo, construir relacionamentos sólidos e lidar com as pressões.
Quais são as habilidades socioemocionais?
As competências socioemocionais estão divididas em cinco grupos, segundo definição do professor, psicólogo e pesquisador Oliver John.
Veja quais são elas e o que cada uma engloba:
- Abertura ao novo: envolve disposição para explorar ideias, aprender e se adaptar a mudanças.
- Consciência ou autogestão: passa pela capacidade de ser organizado, responsável e focado.
- Extroversão: abrange a habilidade de se comunicar bem e construir conexões interpessoais.
- Amabilidade: inclui a empatia e cooperação para criar relações significativas.
- Estabilidade emocional: vai desde o controle das emoções até a resiliência diante de desafios.
Exemplos de competências socioemocionais
Os cinco grupos apresentados acima se desdobram em diferentes competências. A partir de agora, vamos listar as principais:
Inteligência emocional
A inteligência emocional é a capacidade de reconhecer e lidar com as próprias emoções, canalizando-as para um caminho positivo.
Ao mesmo tempo, ela também envolve ser capaz de interpretar e lidar com as emoções dos outros.
Empatia
A empatia é um dos pilares da inteligência emocional. Basicamente, ela se refere à habilidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo seus sentimentos e perspectivas.
Comunicação respeitosa
A comunicação respeitosa envolve transmitir ideias – e até mesmo sentimentos – de maneira clara e eficaz, sem desrespeitar ou desvalorizar os outros.
Resiliência
É a capacidade de enfrentar e superar adversidades, ao mesmo tempo em que se aprende com elas.
Em suma, profissionais resilientes são mais capazes de lidar com mudanças, fracassos e pressões.
Trabalho em equipe
É ser capaz de colaborar com eficácia com pessoas diferentes, valorizando as contribuições individuais e construindo relacionamentos saudáveis
Criatividade
A criatividade está ligada à abertura ao novo. É ela quem capacita a pessoa a pensar de forma inovadora e abordar os problemas de maneiras não convencionais.
Responsabilidade
Um profissional responsável é aquele que assume suas obrigações com maestria, cumpre prazos e busca excelência em tudo o que faz.
Pensamento crítico
O pensamento crítico é a habilidade socioemocional de analisar informações a fim de identificar ou antecipar problemas, bem como tomar decisões mais estratégicas.
Curiosidade
Por fim, temos a curiosidade, que é aquele desejo de aprender e explorar novos conhecimentos e caminhos.
Ela impulsiona o desenvolvimento, além de ajudar o profissional a se adaptar mais facilmente a um mundo em constante evolução.
Como desenvolver competências socioemocionais?
Embora as competências socioemocionais comecem a ser moldadas na infância, sempre é tempo de aprimorá-las.
Confira, a seguir, as estratégias que podem impulsionar esse desenvolvimento:
1. Invista em autoconhecimento
O autoconhecimento é a base para o desenvolvimento da inteligência emocional, uma das principais competências socioemocionais
Que tal, então, reservar um tempo para refletir sobre suas atitudes e sentimentos em diferentes situações?
Ferramentas como testes de personalidade, mapeamento comportamental, psicoterapia e coaching podem auxiliar nessa jornada de autodescoberta.
2. Busque maneiras de gerenciar o estresse
O estresse é uma resposta natural, mas é importante aprender a gerenciá-lo para que ele não comprometa o seu bem-estar e a qualidade das suas relações.
Técnicas como a meditação, a respiração consciente e a prática regular de atividades físicas são algumas das estratégias de enfrentamento mais conhecidas.
3. Envolva-se em atividades e projetos em grupo
Trabalhar em equipe oferece uma excelente oportunidade de desenvolver habilidades como colaboração, comunicação e empatia.
Ao se envolver em projetos coletivos, dentro ou fora do trabalho, você tem a oportunidade de aprender a ouvir diferentes pontos de vista e de refinar sua habilidade de lidar com conflitos.
4. Abra-se para o aprendizado contínuo
O aprendizado nunca deve parar, seja através de cursos, leituras, podcasts, treinamentos ou experiência cotidiana.
Buscar constantemente novos conhecimentos e habilidades é a melhor forma de se preparar para as mudanças do mercado de trabalho e da vida pessoal.
5. Peça (e aceite) feedback
Todos nós temos pontos cegos, e o feedback é uma ótima maneira de revelá-los.
Ao pedir a opinião de colegas de trabalho, amigos ou familiares, você pode descobrir áreas de melhoria que talvez ainda não tenha notado.
6. Desafie-se a pensar fora da caixa
Ao se desafiar a pensar de maneira diferente, você expande suas possibilidades de atuação.
Felizmente, existem muitos recursos capazes de estimular essa criatividade, tais como mapas mentais, brainstorming, exercícios de escrita e até mesmo atividades artísticas (como a pintura).
Dê uma chance a elas!
Dica extra para as empresas:
As organizações podem e devem apoiar ativamente o desenvolvimento das habilidades socioemocionais de seus colaboradores.
Eis algumas ações que podem ser implementadas nesse sentido:
- Programas de capacitação focados em competências como comunicação eficaz, resolução de conflitos, inteligência emocional e empatia;
- Construção de uma cultura de feedback, onde os colaboradores se sintam à vontade para dar e receber feedback de forma construtiva e contínua;
- Criação de espaços físicos e virtuais que favoreçam a troca de ideias;
- Mapeamento dos gaps de habilidades dos funcionários, por meio de avaliações de desempenho, para identificar áreas de melhoria e oferecer treinamento direcionado;
- Promoção de eventos de team-building, como workshops, dinâmicas e atividades sociais, para fortalecer os laços entre os colaboradores;
- Incentivo à participação em grupos de afinidade e comunidades internas, para que os colaboradores consigam criar conexões mais profundas dentro da empresa;
- Políticas para reconhecer e recompensar o trabalho em equipe.
O desenvolvimento das competências socioemocionais é um processo gradual. Mas, com prática, empenho e incentivo, é possível alcançar grandes feitos.
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